Reunião apresentou ações do Sindicato Nacional em Brasília e atitudes a serem tomadas em relação ao Future-se

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Após participação nos eventos contra a reforma da Previdência, em Brasília, o presidente da ATENS/UFSM, Clóvis Senger, repassou as informações para os filiados. A mensagem que ficou clara é que precisamos reagir diante do atual cenário de desmonte da educação.

Entre os dias 3 e 4 de setembro, em Brasília, o ATENS Sindicato Nacional reuniu representantes de seções sindicais de vários estados para lutar contra a perda de direitos e o desmonte da seguridade social. Os dirigentes participaram de Ato pela Soberania Nacional e Popular, na Câmara dos Deputados, Ato Contra a Reforma da Previdência, no Senado Federal, e reunião com o Assessor Político do Sindicato, Francisco Domingues, quando foi feita uma avaliação da conjuntura de resistência contra a PEC.

Clóvis informou que os eventos mostraram alternativas à Reforma da Previdência, entre elas, uma da auditoria da Dívida Pública, cuja palestra já foi promovida pela ATENS em Santa Maria. “Todos os palestrantes foram unânimes em dizer que a única forma de conseguir barrar essa reforma é fazer pressão nos senadores de cada estado. Ao que parece, quem está por trás da reforma é o próprio sistema financeiro”, comentou o presidente da ATENS/UFSM.

 

Seminário vai estudar o Future-se

O Future-se também foi tema das atividades e os palestrantes afirmaram que o projeto busca acabar com o acesso das pessoas mais pobres ao ensino superior. “Agora o governo já ameaça passar este projeto por Medida Provisória – como foi o caso da Ebserh”, ressaltou Clóvis.

Sobre o assunto, o ATENS SN está organizando um seminário, previsto para Outubro, para estudar o Future-se, como funcionam os orçamentos das universidades federais e como os servidores públicos serão afetados.

O debate com os presentes teve como tônica a necessidade de agir diante dos cortes e também o ódio das pessoas contra os servidores públicos. “Os cortes de bolsas já chegaram no Centro de Educação. Fora isso, já foram demitidos vigilantes. Ônibus à noite é difícil e tem trechos sem luz no campus. Até quando vamos trabalhar como se nada disso estivesse acontecendo? O estudante pobre já não vai mais conseguir estudar”, comentou Gléce Cóser.